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MELHOR IDADE
A alimentação do idoso
Nosso organismo pode ser comparado a
uma máquina que utiliza energia do alimento para o seu
funcionamento. Neste processo libera calor que é controlado para a
manutenção da temperatura do corpo sempre em níveis regulares.
Ao contrário de outras máquinas, nosso organismo está
continuamente destruindo (catabolismo) e construindo (anabolismo)
os seus elementos. Alguns alimentos são vitais, pois participam da
composição de nutrientes fundamentais para o funcionamento da
máquina.
Muitos trabalhos científicos relacionam diretamente o aporte
calórico com o processo de envelhecimento. Experimentos com
animais de laboratório mostram que a restrição alimentar favorece
a longevidade. Isto significa que devemos nos preocupar com a
qualidade e a quantidade de alimentos que ingerimos.
O alimento é fundamental para a manutenção de todos os nossos
processos vitais. É através dele que obtemos a energia necessária
para a manutenção destes processos. Uma dieta adequada é aquela
que assegura a ingestão equilibrada de açúcares, gorduras,
proteínas, vitaminas e sais minerais, além de água.
Uma dieta inadequada está relacionada a inúmeras doenças,
destacando-se a arteriosclerose, a hipertensão arterial, o câncer
e a calculose renal. A dieta adequada é aquela que contém leite ou
seus derivados, carnes (vaca, porco, carneiro, coelho, aves ou
peixes), frutas, vegetais, cereais e pães.
A absorção dos alimentos pelo trato digestivo recebe a influência
de diversos fatores como, por exemplo, a utilização de
determinados medicamentos, ingestão regular de bebida alcoólica e
estado depressivo.
A utilização prolongada de antibióticos produz alterações em nossa
flora intestinal, o que pode alterar a absorção de determinadas
vitaminas. No alcoolismo freqüentemente ocorrem avitaminoses e o
estado psíquico pode produzir importantes alterações na absorção
dos alimentos.
A quantidade de alimento necessária depende de fatores como o
sexo, peso, atividade física e evidentemente a idade. Uma pessoa
de 70Kg, com mais de 50 anos, deve receber ao dia um mínimo de
1200 quilocalorias por dia, menos do que um adulto jovem de mesmo
peso que gasta em média de 2500-3000 quilocalorias por dia.
Evidentemente estes valores variam com o tipo de atividade física
de cada um, mas na terceira idade o gasto calórico tende a
diminuir.
A avaliação calórica torna-se muito importante durante uma doença,
quando devem ser redobrados os cuidados com a quantidade e a
qualidade de alimentos ingeridos. Na terceira idade há uma
diminuição global da atividade das células, o que leva a
modificações das necessidades nutricionais. Uma dieta incorreta
pode ocasionar riscos à saúde. A composição adequada da dieta de
um idoso sadio deve seguir o seguinte padrão: 30% de gorduras
(evitando gordura de origem animal), 10-20% de proteínas (carnes),
e 50-60% de carboidratos (açúcares, massas, fibras). Diante de
algum tipo de doença este padrão poderá ser alterado, mas sempre
sob controle médico.
Após os 50 anos é aconselhada a utilização rotineira de alimentos
ricos em vitaminas, principalmente A e C. A mulher na menopausa
deve ingerir alimentos ricos em cálcio com regularidade, na
profilaxia da osteoporose que a atinge com maior freqüência.
Vários estudos científicos mostram que determinados legumes e
frutas atenuam o processo de multiplicação de células que ocorrem
nos tumores, destacando-se o brócolis, tomates, soja, alho,
cebola, pimenta e frutas cítricas.
O idoso sadio que está se alimentando corretamente, não tem
necessidade de suplementação alimentar com medicamentos a base de
vitaminas. Por outro lado uma dieta incorreta pode ocasionar
riscos à saúde.
Diante de determinadas doenças os cuidados alimentares devem ser
redobrados, havendo então a necessidade de uso de vitaminas. O
estado emocional alterado como a depressão e o estresse, por
exemplo, podem interferir diretamente na absorção de alimentos,
podendo inclusive ocorrer queda na resistência física.
O idoso bebe menos água o que pode facilitar uma série de
situações patológicas, como a desidratação e o aumento da
concentração de medicamentos no sangue.
Deve ser sempre observada uma ingestão razoável de líquidos, em
torno de 2 litros por dia numa pessoa com 70 kg. É claro que em
determinadas situações patológicas deve haver restrição hídrica,
como na insuficiência cardíaca, doenças renais ou hepáticas, etc.
Na avaliação alimentar do idoso é importante saber-se ou através
do mesmo ou de seu acompanhante, dados sobre a sua alimentação
diária, doenças crônicas e tratamentos realizados, sobre eventual
cirurgia, uso de dentaduras, de laxantes, de medicamentos de uso
crônico, fumo, álcool e sobre a exposição ao sol.
A utilização crônica de diurético, por exemplo, pode levar a
diminuição do potássio com sérias repercussões sobre a saúde,
inclusive podendo levar à depressão. Na terceira idade há
situações em que pode ocorrer diminuição da ingestão de alimentos,
como nas doenças que levam a perda do apetite, destacando-se aqui
o estado depressivo.
Nestas situações há necessidade de suplementação da dieta, havendo
produtos com esta finalidade no comércio. Há situações crônicas,
como o alcoolismo, que é acompanhado de falta de apetite e lesões
do estômago gerando com muita freqüência deficiências nutritivas.
Outras situações podem levar a déficit nutritivo por deficiência
de absorção e/ou de metabolismo devido principalmente a distúrbios
do sistema digestivo. A alimentação por sonda (naso-gástrica e
naso-enteral) deve ser utilizada para suplementação da dieta ou
mesmo para sua completa substituição em determinadas doenças
neurológicas graves, ou em situações em que não há condições para
se engolir.
A alimentação por via endovenosa (parenteral) pode também
suplementar a dieta por via oral e mesmo a dieta enteral. É um
procedimento limitado pelo tempo, pois a veia não suporta muitos
dias de utilização. Em algumas situações especiais há necessidade
de se utilizar veia de grande porte, que permite tempo prolongado
de utilização, mas sempre com cuidados especiais.
Fonte: eHealth Latin America

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